Habilidades BNCC

  • EF67LP27
    Analisar, entre os textos literários e entre estes e outras manifestações artísticas (como cinema, teatro, música, artes visuais e midiáticas), referências explícitas ou implícitas a outros textos, quanto aos temas, personagens e recursos literários e semióticos.
  • EF89LP32
    Analisar os efeitos de sentido decorrentes do uso de mecanismos de intertextualidade (referências, alusões, retomadas) entre os textos literários, entre esses textos literários e outras manifestações artísticas (cinema, teatro, artes visuais e midiáticas, música), quanto aos temas, personagens, estilos, autores etc., e entre o texto original e paródias, paráfrases, pastiches, trailer honesto, vídeos-minuto, vidding, dentre outros.
Roteiro do Vídeo

Você já viu um texto conversando com outro?

Calma, não é dessa forma literal que está passando pela sua cabeça agora…

Estamos falando de um tipo de conversa chamada intertextualidade.

Um recurso de linguagem que consiste nas influências que um texto tem sobre outro diferente, criando diálogos ou conexões entre ambos.

Ficou complicado?

Não tem problema!

Pegue o caderno e o lápis, para assistirmos juntos alguns vídeos que vão nos ajudar a compreender melhor.

Ah, lembre-se de anotar o que eles dizem sobre esse conceito e os exemplos que dão!

E vá pensando: será que você usa muita intertextualidade quando escreve e quando fala?

Vídeo 1: Tinha uma irmã no meio do caminho: intertextualidade | Morde a Língua

Parceiro realizador: MultiRio

Duração: 15’40”

 

Vídeo 2: Novo Telecurso – Ensino Médio – Português – Aula 79 (5’15” a 8’43”)

Parceiro realizador: Telecurso

Duração: 3’30”

 

Vídeo 2: Texto, contexto, intertexto | Palavra Puxa Palavra (9’41” a 13’33”)

Parceiro realizador: MultiRio

Duração: 4’30”

 

Vídeo 3: Tempo de Estudar | Linguagem e textos (2’04”  a 5’03”)

Parceiro realizador: MultiRio

Duração: 2’30”

Atividade sugerida para aprender sobre o tema

A nossa vida é preenchida com a intertextualidade em muitos momentos.

Como vimos, esse recurso de linguagem está presente nos textos verbais e não verbais, como os romances, as músicas, poesias e até mesmo as pinturas!

E você viu nos vídeos que, para conseguir perceber a intertextualidade, é preciso ter bastante repertório, certo?

Bom, mas chega de conversa.

Me diz uma coisa: você consegue se lembrar da última intertextualidade que usou ou encontrou no seu dia a dia?

Quem sabe já viu a “Mônicalisa”?

Ou as várias versões da Monalisa de Da Vinci, como aquela criada por Fernando Botero?

Que tal fazer uma pesquisa para conhecer essas versões da Monalisa?

Mas, a aula ainda não terminou! Para testar se você já ficou craque nesse assunto, vamos resolver duas questões do ENEM sobre o recurso de linguagem?

Preste atenção nos enunciados a seguir e escolha uma resposta!

Pronto?

ENTRA OFF DO APRESENTADOR E AS QUESTÃO FICAM NA TELA.

1) (ENEM) Quem não passou pela experiência de estar lendo um texto e defrontar-se com passagens já lidas em outros? Os textos conversam entre si em um diálogo constante. Esse fenômeno tem a denominação de intertextualidade. Leia os seguintes textos:

  1. Quando nasci, um anjo torto

Desses que vivem na sombra

Disse: Vai Carlos! Ser “gauche” na vida.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1964)

 

  1. Quando nasci veio um anjo safado

O chato dum querubim

E decretou que eu tava predestinado

A ser errado assim

Já de saída a minha estrada entortou

Mas vou até o fim.

(BUARQUE, Chico. Letra e Música. São Paulo: Cia das Letras, 1989)

 

III. Quando nasci um anjo esbelto

Desses que tocam trombeta, anunciou:

Vai carregar bandeira.

Carga muito pesada pra mulher

Esta espécie ainda envergonhada.

(PRADO, Adélia. Bagagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986)

 

Adélia Prado e Chico Buarque estabelecem intertextualidade, em relação a Carlos Drummond de Andrade, por:

  1. a) reiteração de imagens.
  2. b) oposição de ideias.
  3. c) falta de criatividade.
  4. d) negação dos versos.
  5. e) ausência de recursos.

 

2) (ENEM) Sobre o conceito de intertextualidade, podemos afirmar:

  1. Introdução de novos elementos no texto. Pode-se também retomar esses elementos para introduzir novos referentes.
  2. Operação responsável pela manutenção do foco nos objetos de discurso previamente introduzidos.

III. Elemento constituinte do processo de escrita e leitura, trata-se das relações dialógicas estabelecidas entre dois ou mais textos.

  1. Pode ocorrer de maneira implícita ou explícita.
  2. Responsável pela continuidade de um tema e pelo estabelecimento das relações semânticas presentes em um texto.

Estão corretas as proposições:

  1. a) Todas estão corretas.
  2. b) Apenas I, II e V estão corretas.
  3. c) Apenas III e IV estão corretas.
  4. d) III, IV e V estão corretas.

e) I e II estão corretas.

Como saber se a atividade está correta?

Na primeira pergunta, você acertou se escolheu a alternativa “a”.

A intertextualidade está presente através da reiteração de imagens, e pode ser notada através da repetição da estrutura.

Note que os versos se revisitam, dando origem a outros textos.

Carlos Drummond diz: “Quando nasci, um anjo torto”.

Chico Buarque, ao criar seu verso, usa a mesma estrutura de Drummond: “Quando nasci veio um anjo safado”, acrescentando o verbo “veio” e trocando “torto” por “safado”.

Adélia Prado, do mesmo modo, usa o verso de Drummond e diz “Quando nasci um anjo esbelto”.

O anjo dela, nesse caso, não é torto e nem safado, é esbelto.

Mas, ainda é sempre um anjo no nascimento do “eu-lírico”, ou seja, no nascimento do “eu” do poema.

Na segunda questão, você escolheu corretamente se optou pela alternativa “c”.

A intertextualidade é um tema estudado pela linguística textual e é parte constituinte do processo de leitura e escrita.

Trata-se do diálogo estabelecido entre dois ou mais textos, de maneira proposital ou não.

Pode ocorrer de duas formas: implícita ou explicitamente.

Para saber mais, basta apontar a câmera do celular para o QR code que está na tela.

Bom estudo!